segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Verdadeiro Pastor Mendigo

Existe uma estória que está rodando no Facebook a respeito de um pastor (Jeremias Steepek) que se vestiu de mendigo e entrou na igreja para pregar.
Infelizmente eu descobri que esta estória é falsa e que este pastor, pelo jeito, nem existe.
Isto me incentivou a compartilhar a minha experiência com vocês.
Eu já preguei vestido de mendigo, pelo menos três vezes.

A primeira delas foi, nos meados dos anos 80, num acampamento da Mocidade para Cristo, chamado Som do Céu.
Esta experiência foi interessante por vários motivos.
O primeiro é que o Janires estava liderando o louvor com a Banda Azul.
Eu e ele tínhamos combinado como seria, sem contar para ninguém da banda.
Eu também tinha conversado com o segurança do palco para que ele tentasse me impedir, mas ao mesmo tempo me deixasse subir.
Outro aspecto interessante foi o pessoal da platéia orar contra mim, expulsar o demônio, etc.
Mas o mais interessante e inesperado foi a ação do chefe da segurança que pensou que o segurança do palco não estava conseguindo me deter e veio em sua ajuda e me arrastou do palco pela calça e só me deixou voltar para o palco quando eu me identifiquei.
É claro que isto criou uma impressão melhor do que eu planejei.
Além desta pregação eu também preguei mais duas vezes como mendigo, mas aqui nos Estados Unidos.
Uma em Toronto, Ohio, e outra em Canton, Georgia.
É o tipo de sermão que causa um impacto muito grande no povo.
As reações na maioria das vezes são de medo, desconforto, espanto, e surpresa.
Aí estão as fotos do Acampamento e da igreja em Toronto.

Agora você sabe que tem um pastor Brasileiro que realmente já pregou como mendigo.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pastoreando em Cidades Pequenas


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Ser pastor de igreja não é fácil. Ser pastor em cidade pequena e com poucos recursos, é mais difícil ainda. Muitas vezes nos esquecemos de que o povo que vive ali merece o cuidado pastoral, o amor, e a misericórdia de Deus.
Neste livro eu desejo ajudar aqueles que resolveram aceitar o chamado de Deus para pastorear numa cidade pequena, bem como aqueles que estão considerando esta possibilidade.
É um livro prático e objetivo, com a finalidade de ajudar os ministros a verem o ministério em cidade pequena como parte da obra de Deus neste mundo.
COMO ADQUIRIR UMA CÓPIA:
Preço: R$ 13,00
Despesas de Correio: R$ 16,50
TOTAL: 29,50
Para adquirir este livro, basta depositar o valor correspondente para:
Lucas de Paiva Pina
Banco Bradesco
Agência 1203-3  C/C 0033919-9 
Escaneie o comprovante e envie para o email: lucaspina56@gmail.com juntamente com o endereço para o qual o livro deve ser enviado.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

PREPARAR, APONTAR, ATIRAR


Estas expressões nos mostram bem a situação que estamos vivendo na igreja. É  como se estivéssemos numa competição de tiro ao alvo, e o diretor da prova nos dissesse: Preparar, apontar, atirar. A igreja muitas vezes se encontra nessa fase, por isso precisamos de toda atenção possível para que não percamos o tiro. 

A primeira expressão é preparar. Se queremos fazer algo na vida precisamos de preparo. Coisa alguma funcionará direito se não houver preparo adequado. Muitas vezes nosso trabalho não produz o esperado porque não nos preparamos bem. Na igreja é a mesma coisa: Se queremos fazer a obra de Deus, se desejamos trabalhar para Ele precisamos nos preparar. Há a necessidade de estudos, oração e treinamento para que tudo possa sair conforme a Sua vontade. Sem preparo tomaremos prejuízo e daremos prejuízo. Sem preparo não sabemos o que fazer, nem como fazer. Portanto, meu irmão e irmã, vamos nos preparar para a obra que temos pela frente. 
A segunda expressão é apontar. Apontar significa olhar firmemente para o alvo. Significa saber o que se quer alcançar. Muitas vezes fazemos algo, trabalhamos, nos esforçamos sem saber porque, nem para que. Apontar significa saber onde se quer chegar. É ter em mente um objetivo e busca-lo. Nosso trabalho e vida cristã muitas vezes pecam por não ter um alvo. Cantamos, cultuamos, estudamos e oramos sem saber para que. Não temos um objetivo, um alvo. Atiramos sem fazer pontaria e por isso, na maioria das vezes, erramos. Você tem um alvo para os próximos anos? Aponte pare ele, mire bem para que você tenha um tiro certeiro. 
A terceira expressão é atirar. Não adianta nada preparar apontar e depois não atirar. Se bem que muitas igrejas e muitos crentes têm feito isso: preparam-se, apontam e na hora do tiro falham. Atirar significa agir. Muitas vezes gastamos tanta energia nos preparando, tanto tempo apontando que quando vamos atirar estamos cansados e velhos. O mundo está cheio de igrejas assim e elas estão cheias de crentes que estão velhos e cansados, porque passaram a vida inteira preparando-se e apontando, mas nunca atiraram, nunca agiram. 
Meus queridos, fazemos parte do exército de Deus, estamos diante do Seu alvo para nós, e Ele como bom comandante que é, nos dá Sua ordem: PREPARAR, APONTAR, ATIRAR. 
PASTOR LUCAS PINA
(Adaptado do boletim de Ribeirão Preto - 18 de Janeiro, 1987)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protestar é Preciso


Sim meus amigos, protestar é preciso. Aliás, este protesto já está muito atrasado. Eles teriam de ter começado na época do “Mensalão”, quando o povo descobriu que o governo estava comprando votos para continuar no poder, fazendo o que bem entendesse. Mas, como diz o ditado popular: “Antes tarde do que nunca.” 



Infelizmente o Brasileiro é mais inclinado ao circo e pão do que a outra coisa qualquer. Isto faz parte da nossa natureza. Uma das características marcantes no caráter do Brasileiro é que somos uma sociedade paternalística. E os governantes aprendem rapidamente a usar está fraqueza para manipular as massas.
É por isso que este tipo de manifestação tem um valor imenso, pois o povo tem que sair de sua zona de conforto e fazer algo que é muito difícil para ele. Assim sendo é importante que este momento seja apreciado e mantido até que os objetivos sejam alcançados.
É claro que o governo e os outros grupos e pessoas que estão no poder vão fazer tudo e usar tudo que está à sua disposição para denegrir, diminuir, e parar este movimento. A mídia será usada, os orgãos de repressão serão usados, e o tempo será usado. Sim, não se engane, eles vão tentar vencer pelo cansaço. 
Outra arma que será usada é a oferta de algo menor ou aquém do que se está exigindo para acalmar e dissipar o movimento. É claro que medidas serão tomadas, ou pelo menos votadas, para que o movimento pense que as mudanças chegaram, e que eles venceram. 
É importante que o povo saiba que eles não estão lidando e negociando com pessoas que são idôneas. Eles estão lidando com pessoas que já foram condenadas, pessoas que já provaram que não têm caráter nem honra. Por isso que nestes momentos temos que lembrar das palavras de Jesus: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Mateus 10:16.” Prudência é a chave neste momento.
O grande desafio que eu vejo neste momento é achar alguém de confiança para liderar as negociações, tanto de um lado quanto do outro. É preciso encontrar alguém sábio e sem interesses próprios para que toda esta luta não seja em vão. É isto o que encontramos nas Escrituras: “O sábio escala a cidade dos valentes, e derruba a fortaleza em que ela confia. Provérbios 21:22.” 
Oração é uma atitude que deve ser mantida por todos neste momento. Por aqueles que estão envolvidos diretamente nestas manifestações, e por aqueles que estão assistindo. Ore por segurança, ore por sabedoria, ore por uma solução que beneficie a maioria do povo que sofre. Nós cremos que Deus está atento aos movimentos das nações, e que Ele interfere nos negócios dos homens. “Orai pela paz... Salmos 122:6.”
Queridos, mesmo de longe estamos acompanhando pela internet o que está acontecendo no Brasil. E nossas orações é para que Deus em sua infinita misericórdia dê graça a todos os envolvidos.
Graça e Paz,
Lucas

quinta-feira, 13 de junho de 2013

COMO DEUS NOS OLHA


É pensamento de muitos crentes tentar ganhar o amor de Deus e a simpatia de Deus, através de suas obras, através do que fazem e falam. E isto, não é só pensamento do crente, mas do não crente também, e principalmente deste. 
E por causa disso o homem fica inquieto, agitado, preocupado, se está ou não agradando a Deus, e se perturba com os olhos de Deus de como está sendo observado por Aquele que a tudo vê e tudo sabe . 
Meu amigo, se esta é sua situação quero lembrar-lhe de algumas coisas: a primeira é que Deus nos olha em Cristo, pelo que Ele viveu e principalmente pela sua morte na cruz. Segundo, Deus nos trata em Cristo, pelo que Ele conseguiu. Em Cristo temos tudo, os tesouros do Céu foram abertos, escancarados para nós os filhos, que simplesmente temos que adentrar aos portais e usufruir daquilo que já foi conquistado por Cristo. 
Meu irmão, "Deus em Cristo se deleita de nós". Não precisamos fazer mais nada a não ser descansar, e depositar n'Ele todas as nossas ansiedades, preocupações e forças, para que Ele mesmo dirija o nosso trabalho, e o nosso viver hoje e até o dia da vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. 
Lucas de Paiva Pina. 

Publicado no boletim da Igreja Presbiteriana de Araraquara no dia 9 de julho de 1978


terça-feira, 4 de junho de 2013

O Irmão Que Eu Não Sabia Que Eu Tinha - Parte 2


O fim dos anos 60 e começo dos anos 70 foram bem animados para a minha família. Meu irmão, que eu não sabia que eu tinha, depois de 22 anos, apareceu na nossa porta. Depois do choque emocional nós começamos a nos conhecer.
Durante mais ou menos um ano ele veio nos visitar quase todos os fins de semana. É importante você entender que as lembranças daquele tempo são memórias fragmentadas na minha mente. Aqueles fins de semana foram extremamente especiais, principalmente para mim. Eu não via a hora da Sexta-Feira chegar.
É claro que ele ficava no meu quarto. Nós tivemos que negociar quem dormiria na cama e quem dormiria no colchão no chão. Eu não lembro quem dormiu aonde. Para mim isto não era importante. O importante que eu teria meu irmão no fim de semana todo.
Um outro aspecto especial da sua visita nos fins de semana é que ele podia jogar futebol com a gente. Eu não preciso dizer que ele jogava no meu time. Ele era goleiro, e por sinal um bom goleiro.
Assim sendo, por quase um ano nós tivemos este evento especial na vida da nossa família. Nosso irmão vinha e ficava conosco durante todo o fim de semana.
ao fim daquele período ele não veio num fim de semana. Eu pensei que algo importante ou alguma emergência tivesse acontecido. Mas a próxima semana veio, e ele não apareceu novamente. Por ser novo, eu não ouvi nada sobre as razões, e ainda não sei, até hoje, por que ele não veio mais.
Por muito tempo eu não ouvi falar dele. A última notícia que eu escutei sobre ele foi quando eu já estava no seminário e meu pai me falou que Tarcisio estava participando do Cursilho e eles queriam que meu pai escrevesse algo para ele.
Acima Tarcisio com minha mãe e meu pai, e abaixo comigo e minha irmã

Infelizmente, eu não tenho informação alguma sobre ele, como endereço, telefone, contatos, etc. Assim sendo, para mim, do mesmo jeito que ele veio ele se foi, e eu não pude fazer nada a respeito.
Durante os anos eu tenho tentado achá-lo, mas sem sucesso. Com o advento da internet a esperança de encontrá-lo retornou. Desde então eu tenho usado todas as ferramentas ao meu dispor, como Google, Facebook, Orkut, etc. para achá-lo e conectar com ele novamente, desde que, agora ele é um dos raros membros da minha família imediata.
Quando eu penso nesta minha experiência eu não posso deixar de pensar na vida da igreja. Existem algumas lições importantes que a igreja deveria aprender com esta estória.
A primeira, é a realidade que temos outros irmãos e irmãs que nós não conhecemos ainda.
A segunda, é que quando Deus decide nos colocar juntos, nós precisamos aprender como viver uns com os outros. Nós precisaremos negociar espaço, estilo, e tudo o mais.
A terceira lição é aprender a trabalhar juntos. No meu caso nós aprendemos a jogar futebol um com o outro, e nós éramos parte do mesmo time, ainda que jogássemos em diferentes posições.
A quarta e mais dolorida lição é aprender a viver quando os outros nos deixam. Esta foi a lição que eu tive que aprender quando ele não voltou mais. Nós vivemos num tempo quando vemos igrejas dividindo, irmãos e irmãs saindo por qualquer razão, e nós não sabemos como lidar com isto, e outras vezes nós lidamos de maneira errada. Nós não podemos nos esquecer que eles são irmãos e irmãs, e nós devemos aprender isto.
Eu ainda tenho esperança de encontrar o meu irmão. Eu continuo procurando por ele. Ele é meu irmão e eu não o esqueci. Por favor ore por mim nesta empreitada.
Tenha uma boa semana,
Pastor Lucas

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Irmão Que Eu Não Sabia Que Eu Tinha


Eu creio que foi no final dos anos 60, um Sábado à tarde normal, como tantos outros. Meu pai, minha mãe, minha avó, minha tia, e minha irmã estavam na sala de jantar tomando um café com bolo, como eles costumavam fazer todos os Sábados. Eu estava no quintal jogando bola com meus amigos da vizinhança. Era a casa da minha avó. A casa tinha um terreno enorme cheio de árvores frutíferas. Nós tínhamos jaboticabeira, mangueira, figueira, limoeiro, e amoreira. No meio destas árvores tinha um grande espaço vazio, grande o suficiente para jogarmos bola. Assim sendo, todos os Sábados os meninos da vizinhança vinham para a nossa casa para um torneio. Era algo importante para os meninos da área.
Enquanto eu estava no quintal jogando bola e a minha família estava tomando café com bolo, alguém bateu na porta. Foi uma batida na porta que causaria uma grande mudança nas nossas vidas. Meu pai foi atender a porta, e parado em frente dele estava um jovem adulto bem vestido de terno e gravata. Meu pai perguntou: “Você deseja alguma coisa?” O rapaz educadamente perguntou: “O senhor é o “Seu” Alcino Pina?” Meu pai respondeu: “Sim, eu sou.” O jovem então detonou a bomba: “Eu sou Tarcísio, seu filho!” Meu pai começou a tremer. Minha irmã e minha mãe correram para ajudá-lo a sentar. Eles então convidaram o rapaz para entrar. Minha tia foi até a porta dos fundos que dava para o quintal e gritou: “LUCAS, CORRE, SEU IRMÃO ESTÁ AQUI!” Eu não prestei muita atenção na parte que dizia “seu irmão está aqui!”, eu apenas ouvi a parte: “Lucas corre”. Assim sendo eu pedi para alguém tomar o meu lugar no time e subi as escadas correndo.
Quando eu cheguei na sala de jantar eu encontrei todo mundo chorando, e ninguém conseguia falar coisa alguma. Com muita dificuldade alguém me apresentou aquele rapaz dizendo: “Este é o seu irmão.” Talvez por causa do meu temperamento, ou talvez por que eu ainda estava pensando no jogo lá no quintal, eu não consegui entender a magnitude daquela notícia. Eu também não conseguia entender toda aquela comoção. Eu fui até ele, me apresentei, disse o meu nome e perguntei: “Dá onde você é?” Ele me disse que era de São Paulo. Sem nem piscar eu perguntei: “Qual é o seu time?” Ele me disse: “Santos Futebol Clube.” Com um grande sorriso nos lábios eu disse: “Eu também.” E com isto começamos a conversar sobre futebol enquanto o resto da família chorava.
Depois que todo mundo se recompôs fomos informados do que estava acontecendo. Esta foi uma viagem a um passado antes de mim. Me informaram que meu pai antes de casar com minha mãe era viúvo. O casamento com minha mãe era o seu segundo casamento, e ele tinha um filho do primeiro casamento. Agora, depois disto a estória fica meio confusa para mim, porque eu não entendi direito os detalhes. O que eu entendi é que a primeira esposa do meu pai morreu durante o parto ou logo depois dele, e que a mãe dela pegou o Tarcisio e o levou para São Paulo e ele não foi mais achado. Eu ouvi estórias de cartas que o meu pai enviou e que retornaram. Assim, por mais de 22 anos, meu pai não teve a mínima idéia do paradeiro do seu filho. Depois de algum tempo como viúvo ele casou com a minha mãe. Mas o segredo sobre meu irmão foi escondido dos filhos até aquele dia.
Quando eu penso sobre esta experiência eu sou transportado para a vida da igreja. Na igreja nós nem sempre conhecemos todos os nossos irmãos e irmãs. Nós, como corpo de Cristo, temos membros da nossa família que nós não conhecemos ainda. Esta é uma descoberta maravilhosa. Durante viagens missionárias pessoas encontram irmãos e irmãs que eles não sabiam que tinham. Esta é a experiência que nós enfrentamos quando lidamos com imigrantes. Quando nos aproximamos deles, nós descobrimos, para a nossa surpresa, que nós temos irmãos e irmãs que nós não sabíamos que tínhamos. Mas esta experiência deveria ser também repetida no relacionamento com outras igrejas que não tem a mesma tradição da nossa. Quando nós fazemos parcerias em trabalhos missionários com elas nós descobrimos que temos outros irmãos e irmãs que nós não sabíamos que tínhamos.
Algumas vezes, Deus, em Sua graça e misericórdia, nos surpreende, ajudando-nos a entender que Sua família é maior do que o nosso grupinho, e que nós precisamos saber e aceitar esta verdade.
Continua...

(Da esquerda para direita) Minha mãe Meninha de Paiva Pina, eu, meu irmão Tarcísio Pina, minha irmã Maria Antonieta de Paiva Pina, e meu pai Alcino Pina.