sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Que Aconteceu com o Natal?

 



É Natal, Papai Noel, Árvores Iluminadas, Trocas de Presentes, e muita festa. A questão é, o que estamos celebrando mesmo? Nós perdemos o rumo completamente. No passado nós sabíamos o que estávamos celebrando, mas hoje, é apenas outro feriado, com muita festa.
Pouco a pouco, estamos desvestindo o Natal de suas roupas cristãs. Simbolos pagãos,  estão tomando o lugar da representação do nascimento de Jesus. E uma festa que tinha como objetivo nos contar a estória do Amor de Deus por nós ao enviar Seu único Filho. Mas, infelizmente ela foi sequestrada pela cultura pagã e comercial dos nossos tempos, se tornando assim numa festa sem sentido religioso.
Mesmo com todos os questionamentos a respeito do Natal e sua origem, ele ainda era um instrumento razoavel que a igreja usava para falar de Jesus e Sua incarnação. Mas hoje, nem isto acontence. Nós fomos totalmente engolidos pelo sistema economico, o dinheiro está, mais uma vez, falando mais alto.
A pergunta é, como a igreja pode reverter esta situação? Como podemos voltar a colocar Cristo no centro do Natal de novo?
A resposta é simples mas dura. O primeiro passo é olhar para dentro de nós mesmos e ver onde Cristo está. Nós, igreja cristã, somos os responsáveis pelo desmantelamento do Natal e de outras celebrações cristãs. Nosso cristianismo tem sido obsoleto, frágil, e em muitos aspectos, quase inexistente. A fé que confessamos dentro de nossas igrejas, infelizmente, fica lá dentro. Nós não a trazemos para fora, para os nossos lares, escritórios, salas de aula, etc. A igreja tem confessado um fé que não está de acordo com a fé dos Apóstolos do Novo Testamento, e consequentemente, estamos praticando um Cristianismo alienígena, um Cristianismo advindo de outro mundo, e não do Reino dos Céus.
Está na hora da igreja realinhar sua fé com a fé do Novo Testamento, e deixar o Espírito de Deus liderar sua vida para ser mais parecida com a vida de Jesus. Hoje, mais do que nunca, precisamos de Discipulos e não de membros em nossas igrejas. Esta é a minha oração e o meu chamado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amarrado na Tecnologia


Há algumas semanas atrás eu tive um problema com o meu laptop. Eu instalei um programa e por algum motivo o computador não ligou mais. Infelizmente foi no pior dia da semana, Domingo de manhã. Eu não preciso dizer que o PowerPoint para a escola dominical estava nele. Todos que conhecem a lei de Murphy sabem que esta era a melhor hora para este tipo de coisas acontecer.
Eu tive que lecionar baseado em algumas cópias antigas que eu tinha do estudo. A liturgia para a semana seguinte, bem como o sermão, também estavam no bendito computador.
Depois do culto, levei o computador para a loja, onde eu o tinha comprado. Para meu desepero, eles me disseram que levaria de 2 a 3 dias para consertar, o que me deixou muito preocupado.
Eu nunca fui viciado em droga nem bebida, mas ficar sem computador por 3 dias foi uma situação nova e deseperadora. Eu não sabia o que fazer, ficava olhando para o relógio toda hora, ligava para a loja para ver se já estava pronto, etc. Parecia um viciado que tinha perdido a droga, e agora estava precisando deseperadamente da minha dose para voltar à normalidade.
Terça-feira eu comecei a tentar aceitar o fato de que iria demorar mais do que eu esperava, e portanto, iniciei um processo, duro e doloroso de fazer coisas corriqueiras sem o computador.
Peguei uma folha e comecei a escrever o meu sermão, estudo Bíblico, e todas as outras coisas que eu fazia no computador, agora estava começando a fazer manualmente de novo. Que sofrimento!
Eu fui transportado para outra época da minha vida, há muitos anos atrás, onde estas coisas eram feitas manualmente, boletim de igreja era rodado em mimiografo (barbaridade, esta eu tirei lá do baú). Sermões eram escritos à mão em folhas pequenas para caber dentro da Bíblia. A gente dependia mais da oração e do Espírito do que em belas apresentações, e equipamentos sofisticados.
Eu fui lembrado que estas “coisas”, e eu quero enfatizar a palavra “coisas”, são simplesmente isto, coisas. A nossa dependência tem que vir, sempre, do Senhor e Seu Espírito, no momento que nos esquecermos disto, nosso ministério vai por água abaixo.
Na Quinta-feira o meu computador ficou pronto, e tudo começou a voltar ao normal, um pouco atrazado, mas ainda em tempo para o fim de semana.
Mas uma lição ficou clara para mim, estas “coisas”, são instrumentos para agilizar e melhorar o nosso ministério, elas não são o ministério, elas não fazem o ministério. O ministério é feito por você e eu, chamados por Deus para servi-Lo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Eu Pequei!!!

Não assusta não. Eu não cometi nenhuma destas aberrações que nós consideramos pecado. Eu não adulterei, roubei, nem matei ninguém. Mas nem por isso eu deixei de pecar.
Eu cometi aqueles pecados quase invisíveis, que passam desapercebidos da maioria das pessoas, e mesmo de nós mesmos. Eu exagerei no meu testemunho, eu evitei de dizer a verdade em alguma conversa, eu, no meu coração odiei e eliminei uma pessoa da minha vida. Eu carrego amargura contra algumas pessoas, e desejo que elas se dêem mal na vida, para que eu tenha minha vingança concretizada.
Eu estou falando deste tipo de pecado, pequeno aos nossos olhos, e inexistentes ao olhos das pessoas ao nosso redor. Estes pecados são como raizes, nós não vemos nem percebemos sua existência, mas eles estão lá crescendo, e a qualquer hora eles vão vir à tona e produzir seus frutos – destruição, desavença, inimizade, ódio, violência, etc.
Para Jesus, tanto este tipo de pecado quanto o outro, são pecados. Diante dos olhos justos e santos de Deus, pecado é pecado. É o errar o alvo, é o quebrar o mandamento, por ação, por falta de ação, ou por pensamento. Não importa como você faz ou deixa de fazer, se você erra o alvo, você erra o alvo. É como chutar ao gol, não importa se a bola passou perto ou longe, se não entrou no gol, você errou, não conseguiu o seu objetivo. É claro que se você chuta muito longe, você vai passar mais vergonha, as pessoas vão falar mal, rir de você, etc. Mas para o placar e o juiz, vai ser a mesma coisa, a bola não entrou, o gol não foi marcado.
Minha oração é a mesma de Davi no Salmo 19:12 “Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço!” Eu peço a Deus que me perdoe destes pecados e me dê graça para lidar com eles, reconhecê-los, evitá-los, e quando cometê-los, confessar e pedir perdão.

sábado, 20 de setembro de 2008

O MAJOSTERIANO

Nos anos oitenta, nós fomos parte de uma revolução que teve lugar nas igrejas tradicionais do Brasil, e que marcou a vida de muita gente ao redor do país.
Grupos musicais tocando em ritmos diferentes e usando instrumentos diferentes apareceram em vários lugares, desafiando o status quo dos corais e outros grupos mais conservadores das igrejas.
Eu, por minha vez resolvi fazer algo diferente para alcançar a mocidade com a mensagem do evangelho. Eu decidi usar encenações nas minhas pregações para que as pessoas pudessem prestar atenção e aprender a Palavra que eu estava querendo comunicar a elas.
Eu não preciso dizer da reação que este estilo de pregação provocou. Perseguição por um lado e admiração por outro. O que mais me alegra é receber notícias de pessoas que entregaram suas vidas para Jesus através destas mensagens, ou que rededicaram suas vidas por causa do que viram e ouviram.
O ano é 1990, eu estava indo para Portugal, era a minha despedida do Som do Céu, de lá fui para os Estados Unidos. Muitas pessoas tiveram dificuldade de entender o que eu estava fazendo naquela época. Ainda hoje eu não sei se elas entendem, mas muitas pessoas foram tocadas e entenderam a mensagem da Palavra através destas mensagens. Eu continuo usando todos os meios possíveis para comunicar o evangelho. Aqui na America do Norte, as pessoas são um pouco mais receptivas para este tipo de coisas.
Esta mensagem não foi a primeira, mas por causa do tópico, eu estou colocando aqui, para que voces possam ver quão atual ela foi e ainda é nos nossos dias.
Por causa das novas regras do Youtube, eu tive que dividir a mensagem em três partes.
Você conhece algum Majosteriano? Sem mencionar nomes, compartilhe conosco sua experiência.
Um abraço, Lucas.

O Majosteriano I


O Majosteriano II


O Majosteriano III

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Amigo, Mui Amigo, e Quase Inimigo

Talvez existem outros tipos de amigos, mas minha experiência tem me mostrado que estes três são bem comuns nos dias de hoje.
Milton Nascimento e Fernando Brant em uma de suas mais belas músicas – Canção da América - narra com clareza e simplicidade o que um verdadeiro amigo é:
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de 7 chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
o seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
uma lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Nesta música maravilhosa, eles dizem que amigo é algo que não se deve perder, por duas vezes a palavra guardar é usada. Amigo se guarda num lugar inexpugnável e seguro, no coração e a 7 chaves.
Outro aspecto importante é que amigo continua amigo diante da distância e do tempo. Eles usam a figura do amigo que tem que partir e outro que tem de ficar, dizendo que a amizade continua mesmo contra a distância e o tempo.
E finalmente eles dizem que a amizade dura além das intempéries da vida, “seja o que vier, venha o que vier...” Verdadeira amizade dura além das nossas fraquezas e deslizes.
Quando eu penso em amigo eu me lembro de um quadro humorístico do Jô Soares, “El Gardelón”, se não me falha a memória este era o seu nome. Neste quadro as pessoas vinham para este Argentino com propostas terríveis que se ele aceitasse ele teria muitos problemas. Nesta altura a pessoa que estava propondo dizia: Ëu estou fazendo isso por que sou teu amigo.” Don Gardelón então replicava: “Mui Amigo, Mui Amigo!”
Este quadro nos ensina que alguns amigos não são amigos de verdade, são competidores, são pessoas que querem nos ver destruidos, em situações desagradáveis, mas eles fazem isto em nome da amizade.
Mas existe um outro tipo de amigo: O quase inimigo. Este amigo é aquele que é seu amigo enquanto você é bonitinho, certinho, e vive agradando todo mundo. Eles são seus amigos quando você está fazendo sucesso, tem dinheiro e fama. Você não pode errar, tropeçar, e cair, ai nem se fala. Eles se transformam no seu inimigo. Eles não conversam mais com você, não respondem suas chamadas, nem seus emails. Você se tornou irrecuperável para eles. A amizade terminou.
A Bíblia nos diz que a amizade é algo que nasce primeiro no coração de Deus, e Ele compartilha com os seres humanos. É por isso que todo o mundo de uma forma ou de outra experimenta amizade. Todos nós temos os resquiscios da imagem de Deus, sendo assim não importa quão suja, pagã, ruim, seja a pessoa, mesmo assim ela pode ter amigos sinceros que a amam, mesmo não concordando com suas atitudes.
Toda amizade é baseada no padrão de Deus. Deus chamou Abraão de amigo, porque Abraão confiou nEle. Jesus chamou os discípulos de amigos, porque eles estavam com ele e confiavam nEle. Amizade é baseado em confiança e graça. Precisamos confiar nos nossos amigos e precisamos de graça para quando aquela confiança for quebrada a amizade poder continuar. Tanto o Pai quanto Jesus sabiam que Abraão e os discípulos eram falíveis e mais cedo ou mais tarde eles iriam desapontá-los. Mas é ai que entra a beleza da amizade que vem de Deus, ela é baseada na graça. Êle nos ama apesar de quem somos. É assim que devemos ver nossos amigos, apesar de quem eles são, nós os amamos.
Que Deus possa por muitos amigos assim no teu caminho. Tenha uma boa semana.

Janires e Banda Azul nos 35 Anos da MPC

Aqui estão dois videos do meu arquivo. Mostra Janires e Banda Azul nos 35 anos da MPC. Como é bom revisitar um tempo quando o ministério e serviço estava acima de tudo mais. O Talento é puro e o desejo de servir e sacrificar por causa do evangelho vinham em primeiro lugar. Eu tenho um tremendo respeito por aquela geração. Estes jovens sacrificaram tantas coisas para levar o evangelho de Jesus para uma geração que as igrejas não estavam alcançando.



Esta é a canção que o Janires compôs para a MPC, uma preciosidade:

sábado, 21 de julho de 2007

Janires e Banda Azul

Eu me considero uma pessoa abençoada por ter vivido e participado de um tempo especial na vida de muita gente.
Eu tive a oportunidade de ser um dos primeiros, senão o primeiro, a receber o Rebanhão num Domingo de manhã na minha igreja em BH. Eu tive a honra de conhecer, conviver e trabalhar com o Janires durante um bom tempo. Eu tive o privilégio de trabalhar com ele e a Banda Azul pelas estradas da vida.
As aspirações não eram megalomaníacas, mas simples – alcançar a nossa geração de jovens com o evangelho. Para isto, uma música diferente foi usada, um ritmo diferente dos tocados nas igrejas foi usado, um formato diferente de mensagem foi usado.
Naquela época a incompreensão foi marcante e dura. Nós sofremos perseguições de todos os lados da igreja evangélica. Enquanto isto jovens e mais jovens estavam sendo alcançados para Jesus, e vidas estavam sendo transformadas.
Hoje nós olhamos para trás e vemos o fruto do nosso trabalho. Hoje nós podemos rir das situações difíceis que enfrentamos naquela época. Infelizmente, Janires não está aqui para ver os frutos que ele plantou com lágrimas e sofrimento. Êle já está recebendo a recompensa do seu ministério na presença do Senhor. Nós que ficamos para trás tivemos que lidar com a oposição. Alguns desistiram de lutar, outros, como no meu caso, tiveram as portas fechadas e para continuar o ministério tiveram que ir para outro país. Um amigo me chamou de exilado voluntário da igreja Brasileira. Tudo isto produziu marcas nas nossas vidas que nos afetaram em todas as áreas.
Mas o ministério continua, a vida continua, e a necessidade dos jovens continua. Novas formas de comunicação estão disponíveis para alcança-los, outros métodos precisam ser usados. A criatividade é um dom de Deus, e deve ser usada com cuidado e sabedoria no ministério cristão.
É por causa desta história, que não pode ser esquecida, que eu gostaria de compartilhar com voces um outro video da minha coleção que mostra o Janires e a Banda Azul tocando juntos. Se não me falha a memória na Praça do Papa em BH para milhares de jovens.
Aprecie, e mate saudades!