Vivemos em uma era extraordinária em que indivíduos exercem seu livre-arbítrio de forma sem precedentes. Alguns realmente acreditam que possuem o poder de tomar qualquer decisão e se tornar qualquer coisa ou pessoa que desejam. No entanto, eles não compreendem as limitações de sua própria habilidade.
Essa mentalidade infelizmente encontrou seu lugar na fé cristã. Algumas pessoas acreditam que têm autonomia para escolher Deus e ditar sua jornada e destino espiritual.
Em João 1:1-12, adquirimos uma compreensão profunda da nossa adoção na família de Deus.
A segunda lição fundamental é que a adoção não é uma escolha que fazemos. Como exploramos em nossa meditação anterior, estávamos espiritualmente mortos em nossos pecados, tornando-nos incapazes de tomar qualquer decisão. O versículo 13 enfatiza esse ponto, afirmando: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Almeida Revista e Atualizada - ARA)
Este texto esclarece que os filhos de Deus não nascem por descendência natural (NVI). Na versão ARA, é traduzido como “não do sangue”, enfatizando que ser humano não faz de alguém automaticamente filho de Deus. Nem todo ser humano nasce de novo ou se torna membro da família de Deus.
Além disso, a adoção não é uma decisão humana (NVI). No ARA, é traduzido como “nem da vontade da carne”, ressaltando que nosso desejo de sermos filhos de Deus não é suficiente. Falta o poder ou a capacidade de alcançar isso sozinhos.
Por fim, a adoção não é determinada pela vontade humana (NVI). Na versão ARA, é traduzido como “nem da vontade do homem”, enfatizando que nossa origem familiar não garante nossa adoção na família de Deus. Os judeus acreditavam que sua linhagem como descendentes de Abraão garantia seu lugar na família de Deus, mas esse não é o caso.
A Bíblia afirma que os cristãos nascem de Deus. Deus detém a autoridade suprema para determinar quem será Seu filho e Sua filha. Efésios 1:5 resume essa verdade, afirmando: “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,”
Hoje, as pessoas têm várias crenças sobre como se tornar filhos de Deus. Alguns acreditam que simplesmente ser humano já é suficiente, enquanto outros acham que pertencer a uma igreja ou associação que realiza ações de caridade e virtude é suficiente. Por fim, alguns acreditam que fazer parte da família certa é a chave.
No entanto, essas crenças estão incorretas. João enfatiza que a decisão de ser adotado na família de Deus é exclusivamente de Deus. Não há nada que nós ou qualquer outra pessoa possa fazer para merecer essa adoção; é um dom divino.
Deus te abençoe,
Pastor Lucas
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